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quarta-feira, 27 de junho de 2012

NABAL E ABIGAIL - SAUL É POUPADO OUTRA VEZ


I SAMUEL 25:1 a 27:7

Davi e os seus homens desceram para o deserto de Parã. Fica ao nordeste da península do Sinai, ao sudoeste da terra de Canaã.
Nabal (insensato), fazendeiro abastado, morava em Maom e tinha terras em Carmelo: esta era uma localidade um quilômetro e meio ao norte de Maom, não o monte Carmelo que fica bem mais para o norte. Ele era um homem de mau caráter, duro e maligno em todo o seu trato, alcoólatra.
Sua esposa Abigail, por sua vez, era sensata e formosa, e temente a Deus.
Duas personalidades opostas. Davi e seus homens tinham sido bons para os pastores de Nabal, quando apascentavam os rebanhos no campo entre eles, dando-lhes proteção de dia e de noite. Sabendo que Nabal havia vindo até Carmelo para a tosquia, Davi mandou dez dos seus homens até lá para pedir-lhe mantimento. Davi e seus homens haviam protegido os rebanhos e a propriedade de Nabal em troca de provisões, e o dia do pagamento havia chegado. Mas Nabal insultou Davi e os seus companheiros, fingindo não conhecê-los, e recusou dar-lhes qualquer coisa.
Quando os mensageiros voltaram e contaram isto a Davi, ele ficou indignado. Imediatamente tomou consigo quatrocentos homens armados e se dirigiu para o Carmelo, resolvido a matar Nabal e todos os seus homens.
Um dos moços de Nabal, sabedor do que estava acontecendo, correu para contar tudo para Abigail, a fim de que ela tomasse as necessárias providências, uma vez que ninguém podia falar com seu marido.
Abigail imediatamente preparou provisões generosas e foi encontrar Davi e os seus homens quando passavam perto de onde ela morava, a caminho de Carmelo. Com muita humildade ela se prostrou com o rosto em terra diante de Davi, lançou-se aos seus pés e pediu que não se importasse com Nabal, que era louco, nem se vingasse com as suas próprias mãos pelo insulto que havia sofrido dele.
Ela assumia toda a responsabilidade, e lhe trouxe o presente para ser distribuído aos moços de Davi. Pediu perdão pela transgressão dela (tomando para si a culpa do marido), para que ele não carregasse um peso em sua consciência quando chegasse ao trono de Israel, por ter se vingado com suas próprias mãos.


No versículo 29 a figura de linguagem é extraída do costume de se amarrarem objetos valiosos num feixe para protegê-los de algum dano. Deus cuida dos Seus como um homem dos seus tesouros. Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nos foi dado beber de um só Espírito (1 Coríntios 12:13). Todos os que cremos fazemos parte de um só corpo - o de Cristo - pela fé. Estamos em Cristo e não há condenação para os que estão em Cristo. Fazemos parte deste "feixe" com o Senhor Jesus Cristo.
Diante daquelas amplas provisões, e da humildade e sábias ponderações de Abigail, Davi caiu em si e reconheceu que o SENHOR é que a havia enviado ao seu encontro, impedindo que ele derramasse sangue. Ele recebeu o que ela havia trazido e atendeu à sua petição, mandando-a de volta para casa em paz. Como Davi, devemos estar sempre prontos a ouvir conselhos sábios e ter o controle próprio para corrigir ainda em tempo os impulsos que nos levam a praticar o mal.
Enquanto isso, Nabal havia voltado para casa onde ele fez um banquete, como banquete de rei: o que contrasta fortemente com sua recusa de víveres para Davi e seus homens, que haviam contribuído para a preservação dos seus bens. E embriagou-se.
Quando na manhã seguinte Nabal soube o que Abigail havia feito, ele aparentemente ficou paralisado por causa de um ataque cardíaco ou um derrame, morrendo dez dias depois, ferido pelo SENHOR.
Davi louvou ao SENHOR por ter impedido que ele tomasse a vingança em suas próprias mãos e por ter executado Nabal pela ofensa que lhe fora feita. Recebeu ainda um grande presente: informou Abigail que desejava tomá-la como mulher e ela consentiu. Sem dúvida ele não só apreciou a sua formosura, mas também o seu caráter e fé no SENHOR.
Infelizmente, Davi foi além e tomou outra mulher para si, chamada Ainoã. A poligamia é oposta ao ideal divino para o casamento (Gênesis 2:24), mas não era proibida na lei de Moisés, sendo a bigamia até admitida (Deut. 21:15-17). Freqüentemente resultava em muita dor e sofrimento, tendo Davi experiência disso mais tarde. 0 seu primeiro casamento, com Mical, a filha de Saul, havia sido desfeito pois o rei a deu como esposa para outro homem.
Novamente os zifeus foram até Saul para informá-lo onde Davi se encontrava. Esquecendo seu juramento anterior, Saul reuniu três mil homens escolhidos de Israel e foi buscá-lo.
Davi ficou no deserto. Ele era um bom guerreiro, conhecia bem o território, e contava com soldados leais dispostos a morrer com ele ou por ele. Saul não conhecia o território, e não tinha motivos para confiar na lealdade dos seus soldados. Davi mandou espias para verificar se de fato Saul tinha vindo atrás dele - parecia incrível! Davi era tão senhor da situação que pôde ir pessoalmente ao lugar onde Saul havia se acampado e ver onde Saul e o comandante do seu exército estavam deitados.
Davi voltou outra vez, de noite, com seu sobrinho Abisai, e foi até onde eles estavam dormindo. Abisai disse que Deus havia entregue Saul nas mãos de Davi, e que ele, Abisai, poderia matá-lo ali mesmo em um instante com um só golpe de lança.
Era outra prova para Davi: podia agora eliminar aquele que desejava a sua morte. Mas Davi decidiu deixá-lo vivo para que ele morresse, ou por ação direta do SENHOR, ou por morte natural, ou em batalha. Ele conhecia Aquele que disse: "A mim pertence a vingança, a retribuição, a seu tempo…" (Deuteronômio 32:35).
Antes ele estava disposto a matar Nabal e todos os seus homens. Agora recusava eliminar seu inimigo mais ferrenho. A diferença era que este havia sido colocado em sua posição de autoridade por Deus, e Davi se submetia a ele mesmo com risco da própria vida.
Abisai acatou a decisão de Davi e voltou com ele para o seu esconderijo, levando apenas a lança e a bilha d'água da cabeceira de Saul. Ninguém percebeu que tinham estado ali porque um profundo sono veio sobre todos eles da parte do SENHOR.


Desta vez Davi se pôs no cume do monte com uma boa distância entre ele e o exército de Saul, e de lá bradou de forma que todos ouvissem, chamando Abner, o comandante do exército de Saul Despertando do sono, Abner não entendeu a princípio o que estava acontecendo. Davi, sem se identificar, repreendeu-o por não ter mantido vigilância, permitindo que alguém chegasse até Saul: era uma falta grave, digna da pena de morte. E lhe mostrou a lança e a bilha d'água que havia levado. Abner ficou desmoralizado.
Saul percebeu que a voz era de Davi e falou com ele. Davi indagou por que Saul o estava perseguindo: se fosse a vontade de Deus, Davi ofereceria um sacrifício expiatório a Ele; se fossem outros homens, eles seriam malditos porque o estavam afastando da sua terra como que obrigando-o a servir a outros deuses.
Saul reconheceu o seu pecado e loucura e pediu que Davi voltasse. Mas Davi apenas disse que queria que a sua vida fosse tão preciosa diante do SENHOR quanto a vida de Saul tinha sido para ele.
Saul o abençoou e cada um seguiu o seu caminho. Não se encontraram mais.
 

Pregação Abençoada

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